Domingo, Junho 28, 2009

As times goes by

Sempre haverá Paris. Nunca essa frase teve tanto sentido quanto agora. Ainda que o correr acelerado do calendário me deixe em dúvidas se o que escuto aqui dentro é o barulho de um canhão ou o meu coração dando saltos. 

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Anunciação

Um dia desses, conversando com a Biita, falávamos de como, quase sempre, é estranho vermos os nossos próprios defeitos refletidos no outro, numa espécie de expelho. De vergonha alheia à felicidade de percebermos como é bom já não agirmos mais desse ou daquele jeito, passamos por um corredor polonês de egocentrismos, achismos, ideologismos e coisital. Mas na garganta, depois do choque inicial, vem a certeza de como é bom cometer apenas erros diferentes; como é boa a sensação de crescer e descobrir que a mesma tecla já não faz nenhum sentido! Talvez seja exatamente nesse estágio que aprendemos a abrir os olhos e enxergar a importância de termos alguém que sobretudo nos faça rir. Tão simples e tão necessário.

Segunda-feira, Junho 15, 2009

Meu tempo é quando

O tempo é mesmo muito louco, não canso de repetir. Quando faltava mais de um ano para o casamento, a ansiedade me fazia desejar que os dias voassem logo, apenas para que eu sentisse que não demoraria tanto assim. Agora que estamos a menos de um mês e com mil coisas esperando na prateleira das pendências, imagino como seria bom ganhar umas horinhas a mais na semana e poder respirar sem a pressão de que amanhã não tardará a chegar. Será que um dia conseguirei fazer as pazes com o ritmo das coisas? Será que chegará o momento em que entenderei que o tempo se move em uma perfeição quase irritante? No fundo, no fundo, acho que tudo acontece apenas porque sou uma pessoa. Isso foi algo que descobri enquanto dirigia hoje de manhã para o trabalho. E isso não precisa ser explicado.

Quinta-feira, Junho 04, 2009

Deixo assim ficar subentendido

A mesma estilista que me disse que era preciso aceitar o sapato branco (ok, estou monotemática), ontem ficou impressionada com a minha escolha. É lindo, mas muito ousado. Você está preparada para as olhadas de canto de olho?, ela perguntou. E fiquei me questionando por que algo tão simples, como escolher arroz quando todo mundo quer macarrão, às vezes choca algumas pessoas. Acho que é mais ou menos quando você decide que não vai mais tomar refrigerantes, como eu fiz, há mais de um ano. Sempre que rejeito a oferta de alguém, escuto as mesmas frases feitas: mas por que isso se você é magra?; só um copinho não faz mal; esse é light!; que frescura! Bom, essa última não são muitos que têm a coragem de dizer. Mas que pensam, pensam. E não consigo entender por que isso incomoda tanto. Por que a necessidade de que todos ajam da mesma forma? Por que a diferença é sempre tão difícil de ser aceita? E nem estou entrando em patamares maiores, como cor da pele, preferência sexual, religião e todas as outras questões polêmicas que fazem parte dessa discussão. Estou falando apenas de sapatos e refrigerantes. Não consigo entender.

Aliás, acho que consigo sim.