Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

Coisa sem explicação

1. É quando a ansiedade (sempre ela!) dá às mãos ao frio na barriga e chama o medinho de amigão querido.

2. Como pode dois momentos tão diferentes da vida provocar os mesmos sentimentos?

3. Um reino de coisas sem nome porque elas só existem como a ideia de um céu de baunilha.

4. Repito a mim mesma: quem disse que ia ser fácil?

Terça-feira, Janeiro 10, 2012

De onde vem a calma?

Em uma palavra: ansiedade.
Em uma frase: se segura, malandra.

Terça-feira, Janeiro 03, 2012

Existe razão?

- Então naquele instante era você mesma ou aquela outra?
- Quem disse que há diferença entre as duas?
- E não há?
- Há o mais juvenil de uma misturado com o mais pé-no-chão da outra.
- (...)
- (...)

Domingo, Janeiro 01, 2012

Vai sem direção, vai ser livre

Rodeada de amigos e sentindo as mãos de almofada de Deus, meu ano começou como dedo enfiado no bolo de aniversário. Renovam-se as esperanças, os desejos e a vontade de trilhar os caminhos certos. Sejam eles quais forem.

Feliz ano novo para mim. :)

Sábado, Dezembro 31, 2011

Felicidade é só questão de ser

Tenho certo dó de gente que diz não se arrepender de nada. Gente para quem sempre tudo valeu a pena do jeito que foi; que se recusa a entender que ideias & pensamentos imutáveis não são sinônimo de personalidade forte, mas de oportunidades perdidas de ser alguém mais equilibrado e consciente de si mesmo.

Do meu lado, eu me arrependo tanto.

Das vezes que fui ingrata ou egoísta com quem não merecia (ou até merecia). Dos perdões que deixei de pedir. Das grosserias proferidas na cólera do instante e que depois virou somente uma vergonha cravada no peito. Das pessoas que amei pouco. Do tempo perdido com a cabeça cheia daquilo que não fazia o menor sentido. Dos instantes de pura preguiça (ou medo) de tomar uma atitude e escolher ser levada de qualquer jeito. Dos beijos que não dei. Do excesso. Da falta. Da covardia de não querer enxergar. Dos pés metidos pelas mãos. Da autossabotagem, que parece ser um forte meu. Da crença de que não viveria sem isso ou aquilo, mas que na verdade, não significava nada. Das palavras que ficaram presas somente no pensamento, e que foram embora sem despedidas. Dos instantes de pura maldade. Da ideia desnecessária de dor. Do caminho escolhido errado. Do mau-humor fora de hora. De ter, por vezes, perdido a capacidade de ser leve e acreditar que Deus faria o melhor.

Não se trata de copos meio cheios ou vazios. Mas de querer fazer o que é certo (ainda que esse nem sempre seja o mais justo).

Enfim.

Encerro o ano ao som de Marecelo Jeneci. Felicidade é só questão de ser. Um 2012 maravilhoso para todos vocês que porventura passem por aqui. :)


01. Felicidade - Marcelo Jeneci

Quarta-feira, Dezembro 28, 2011

Ser feliz é tudo o que se quer

Anos passam, e a máxima permanece aqui:

- A gente não controla o sentimento mas controla a atitude.

(Não), controla(?)

Terça-feira, Dezembro 27, 2011

Ai Se Sêsse

Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse

Domingo, Dezembro 25, 2011

Pra sonhar

Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar

Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

Era assim: queria dar nomes a coisas que não podiam ser chamadas de nada. Existiam somente em essência. E isso deveria bastar. Como um caminho sem volta, cuja única direção é seguir.

Ou ficar parado.

Mas isso não é mais uma opção.

Sábado, Dezembro 17, 2011

Há tempos tenho sentido vontade de voltar a escrever. Não por obrigação, trabalho, satisfação ou contas a prestar. Escrever somente porque foi assim que aprendi a exorcizar o que não entendo bem, mas que me tira os chãos dos pés e transforma certezas em verdades vãs.

Talvez seja somente euforia. Talvez seja somente melancolia.

Talvez seja eu. Gritando por algo ou alguém.

Quem há de saber?

Segunda-feira, Agosto 09, 2010

Viva la vida

Pessoas, por hora, esse canto está meio abandonado. Mas por enquanto vocês podem me ler aqui: http://paradoxo.me/blogs/viva-la-vida/viva-la-vida/. :) Espero vocês!

Sexta-feira, Abril 23, 2010

Pies para que los quiero, si tengo alas para volar?


Eu quero, eu quero, eu quero.

(Daqui)

Quinta-feira, Abril 22, 2010

Amanhã há de ser outro dia



Sabem aquela coisa de que até um chute na bunda te empurra para a frente? Poisé.
(Foto daqui)

Segunda-feira, Abril 19, 2010

Veja você, onde é que o barco foi desaguar

Talvez, se eu fumasse, descreveria qualquer cena banal como um diálogo meio nonsense com o vendedor da barraca da esquina, em que ríamos de nós mesmos em meio a fumaças e moedas de um real. Mas cigarro me dá uma alergia terrível e espirros não me parecem bons personagens para as histórias silenciosas que reinam sozinhas aqui por dentro. Talvez eu esteja somente cansada. Talvez seja a hora da faxina. Quem há de saber?

Domingo, Fevereiro 21, 2010

Todo carnaval tem seu fim

Depois de uma noite difícil e dolorida, acordar de manhã e saber que a compra internacional feita em 14 de dezembro do ano passado finalmente foi conferida pelos Correios da minha cidade funcionou como um certo alento de vida. Não é curioso como às vezes apenas a ideia de uma caixa nova de maquiagem pode ser capaz de tirar o peso amargo de alguma coisa? Nem que seja por pelo menos por alguns segundos?

Eu acho curioso.

Quinta-feira, Fevereiro 18, 2010

Deixa eu brincar de ser feliz




Sei que é um grande clichê dizer o que vou dizer, mas é como se meu ano de fato estivesse começando agora. E nem é por causa do carnaval, nem nada (!), mas porque ciclos estão sendo fechados enquanto outros se abrem, sem que eu tivesse planejado. E ainda que tantas vezes angustiante, não é isso o bom da vida? Esse não-saber?

Por hora, sigo caminhando para onde aponta o coração, sem esquecer que há um chão que segura os meu pés e é o que me faz acreditar que posso olhar para o céu sem perder o rumo. Aliás, não é justamente no alto que se encontram as respostas? Se não todas, aquelas essenciais para continuarmos andando para frente.

Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

Interessa?

Porque hoje faz seis meses que casei, esse post vai ser todo meiguinho, docinho e cheinho de mimimis somente porque o meu maridinho é o melhor do mundo e, se não traz docinhos, compra muitas lichias para adoçar o meu jantar.


Se você quiser saber (Interessa?)
Por que é que eu gosto dele (Interessa?)
É que ele é meu benzinho
E me trata com carinho
Faz vontade pra mamãe

De manhã me dá um beijo
Quando sai pra trabalhar
Adivinha o meu desejo
Traz docinhos pro jantar

Quem é que não desejava
Ter um maridinho assim?
A sorte não é pra todas
Talvez seja só pra mim.
(Interessa?)

* Interessa - Roberta Sá

Terça-feira, Dezembro 29, 2009

Queria falar sua língua

Louca para escrever, mas incapaz de escrever.

Li isso num blog e pensei alto: - É assim que me sinto.

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Momentos que são meus (e que não abro mão)

Sempre que chega esta época, vou formulando mentalmente todos os itens da minha resolução de ano novo. E vários deles há tempos se repetem sem intervalos comerciais. Então me peguei pensando: será que preciso mesmo mudar esses velhos hábitos (&pensamentos&sentimentos) para ser feliz? Ou aprender novos ângulos deveria estar no meu top five para que eu finalmente entenda como lidar com comportamentos que, em tese (ou em vontade), eu deveria abandonar? Será que não é como Clarice dizia:

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."

?

Ou estarei apenas adiando mais uma vez a subida de alguns degraus porque, insconscientemente (?), eu não desejo (mereço?) chegar no topo do que imagino ser o estado máximo da leveza?

Interrograções e parênteses tem me seguido por onde vou.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009

Todo dia ela faz tudo sempre igual

Há dias abro a página do Blogger e deixo-a aberta um tempão, enquanto resolvo se quero escrever ou não. Aliás, talvez o verbo querer não seja mesmo o mais adequado. Talvez seja somente mais um daqueles hiatos que eu e os poucos leitores que ainda me acompanham conhecem tão bem. Fiquei me perguntando se não era por conta dessa coisa toda dos 140 caractereres de hoje parecerem mais interessantes que os antigos posts cheios de entrelinhas & coisital. No fundo, sei que é apenas um pouco de medo e ansiedade e cabeça cheia e incerteza de um monte de outras coisas que se misturam e criam raízes em um lugar inalcansável ou pelo menos longe demais de mim nesse exato momento. E eu nem falei em preguiça, vejam bem.

Também quero pedir desculpas às pessoas que passam por aqui e deixam comentários e recadinhos carinhosos, os quais não respondo. De fato, isso é uma coisa que sempre me prometo fazer e acabo deixando para depois. Mas um depois que nunca chega. Aliás, isso me lembra a conversa que tive um dia desses com uma psicoterapeuta para uma matéria sobre procrastinação. Fiquei pensando se não sou um dos casos de gente que esconde, atrás desse adiamento infinito, um problema real de déficit de atenção. Explicaria muitas coisas. Mas prometo que tentarei mudar. De novo